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11 de junho de 2010

Sono regular está ligado a melhor aprendizado das crianças


Dormir uma hora mais cedo também favorece o desenvolvimento dos pequenos

As crianças de famílias com horários de dormir regrados desenvolvem melhor o aprendizado, de acordo com uma pesquisa da American Academy of Sleep Medicine. O desenvolvimento da linguagem, consciência fonológica e habilidades matemáticas precoce foram mais detectadas em crianças cujos pais relataram ter regras sobre a hora de ir para a cama. Além disso, dormir uma hora mais cedo contribuiu para maiores medidas de desenvolvimento.

O estudo envolveu uma amostra de cerca de oito mil crianças com quatro anos em média que completaram uma avaliação direta. Esta análise incluiu informações de entrevistas telefônicas com os pais quando o filho tinha nove meses de idade e novamente quando a criança tinha quatro anos.

Segundo os pesquisadores, as crianças pré-escolares devem ter um mínimo de 11 horas de sono a cada noite. "Definir rotinas de dormir para os filhos pode ser uma forma importante para trazer um impacto significativo sobre a alfabetização das crianças e as competências linguísticas", disse a autora do estudo, Erika Gaylor, pesquisadora de políticas da primeira infância.

Gaylor recomenda que os pais podem ajudar seus filhos a dormir o suficiente, definindo o momento adequado para ir para a cama e interagir com ele na hora de dormir por meio de rotinas, tais como contar histórias. Confira dicas do é psicoterapeuta cognitivo comportamental, Evelyn Vinocur para ajudar seu filho a dormir melhor.

- quando o bebê chorar de madrugada, aguarde. Muitas vezes ele volta a dormir sozinho. Apenas em último caso vá ao seu quarto acalmá-lo. Evite levá-lo para dormir com você. Do contrário, ele repetirá o choro todas as noites.

- carinho é bom e todas as crianças gostam. Carinho acalma!

- brincadeiras leves ao final da tarde devem ser estimuladas, principalmente as que estimulem o sono. Pois atividades muito intensas e motivadoras não devem ser praticadas muito próximo da hora de dormir, pois elas costumam tirar o sono da criança, a exemplo de videogames, internet, brincadeiras de correr, musicas eletrizantes, entre outras.

- ler uma história na hora de deitar resolve o problema pra muitos pimpolhos.

- uma conversa tranqüila com o filho, (mãe deve sentar-se próximo à cama do filho) também é muito bem recebida pela criança.

- escolha um objeto que funcione como aviso da hora de dormir. Travesseiro, fralda, brinquedo. Tem criança que faz questão de dormir com seu boneco preferido ou um bichinho de pelúcia. Não faz mal algum, ao contrário

- criar um ritual de sono é importante para muitas crianças. Vista o pijama da criança, leve-a ao banheiro, leia uma estória, faça uma oração, dê um beijo de boa noite.

- após desejar boa noite saia do quarto. Não espere a criança fechar os olhos. Ela deve aprender a dormir sozinha.

- não ter medo de dizer "não" à criança. Regra é regra e criança gosta de sentir o poder nos pais.

- nunca sinta pena do seu filho.

- apague as luzes do quarto.

- a prática de um esporte é bom pra tudo, inclusive para um bom sono.

- um copo de leite morno de vez em quando não faz mal.

- um banhozinho morno cai bem. - o lugar onde dormimos precisa refletir paz e sossego. Cores pastéis ajudam.

- musicas de dormir pra quem gosta, de vez em quando é uma boa solução.

- um ambiente tranqüilo dentro de casa é fundamental, sem isso, sem chance.

4 de junho de 2010

Que saber como foi a nossa salada de frutas?



Para a delícia ficar pronta, vários passos foram seguidos... Mas ao final, uma constatação: nossa salada de fruta ficou deliciosa!!!













Depois de colocarmos o refrigerante, foi só misturar e, pronto!


Cada um ficou responsável por alguma parte...

"Quase com cara de salada de fruta..."

Com as mãos limpinhas, cada aluno teve a oportunidade de lavar os morangos, uvas...

"Olha a semente do mamão..."

Com o passa-passa da semente do mamão, os alunos tiveram contato e puderam descobrir um pouquinho mais sobre cada fruta!

Laranjas...
Uvas...
Maçãs...
Bananas...
Morangos...
Folhinha para um lado, morango para outro...
Tudo com muito cuidado!




Cascas na lixeira e frutas dentro dos potinhos!


Enquanto fazíamos a salada conversamos sobre cada uma das frutas, bem como sobre sua importância para uma vida saudável!


Pais: Muito obrigada por contribuírem com o sucesso da culminância desse projeto!
Profª Aline

Por que meu filho escreve as letras viradas?

Escrita Espelhada. Que bicho é esse?

É comum nos primeiros registros escritos observarmos as crianças escrevendo letras, números e palavras de trás para frente. Por que isto acontece? Em primeiro lugar, isto é normal no processo de aprendizagem da linguagem escrita porque nas primeiras tentativas a criança ainda não sabe todas as regularidades, por exemplo, que em nossa cultura se lê e se escreve da esquerda para a direita, ao contrário de outras culturas como a árabe e a hebraica que escrevem da direita para a esquerda, ou ainda os chineses, que escrevem de cima para baixo.

Também é necessário compreender que a criança em fase de alfabetização está adquirindo a noção de direita e esquerda. No entanto, pode ser auxiliada no desenvolvimento desta competência através de jogos e brincadeiras principalmente envolvendo o corpo. Este conhecimento dentre outros é muito importante para a alfabetização.

De qualquer forma, nesses primeiros passos no caminho da alfabetização, é frequente os pais ficarem angustiados ao observarem estas escritas espelhadas acompanhadas também de falta de letras ou mistura de letras e números. O ideal é deixar seus filhos fazerem suas tentativas, pois as crianças, conforme pesquisas realizadas por Emília Ferreiro e Ana Teberosky (pesquisadoras reconhecidas internacionalmente por seus trabalhos sobre alfabetização), começam a construir a língua escrita muito antes de entrarem no ensino formal.

Podem a princípio, além da escrita espelhada, escrever “formiga” com poucas letras e “boi” com muitas. Isso acontece porque, no pensamento das crianças, a formiga é pequena, logo precisa de poucas letras, exemplo: CFAO. Já o boi é grande, então precisa de muitas letras: JAJNSHSJAKOV. Em outros casos, elas utilizam as letras do próprio nome em ordem diferente para muitas palavras. Mais adiante passam por outra fase, que é quando começam a perceber que a escrita representa a fala, e então escrevem uma letra para cada vez que pronunciam um som.


E assim a criança segue gradualmente em sua investigação, até atingir a escrita convencional.

Não existe criança que não sabe nada sobre a escrita. O que acontece é que a criança pensa sobre a escrita formulando hipóteses sobre ela, para compreender o que a mesma significa. Com mediação certa e no momento certo, sua hipótese entra em conflito, fazendo com que seu conceito se desestabilize e proporcionando desta forma seu avanço.

Quando se ouve dizer que uma criança de 5 anos está lendo e escrevendo, logo vem aquela preocupação: será que meu filho de 6 anos tem problemas? Nesse caso é melhor agir com bom senso, respeitando o ritmo de cada um. A escola deve ser parceira dos pais, dizendo-lhes quando percebe algo que mereça mais atenção. Mas o que se vê hoje é uma preocupação exagerada para que se leia cada vez mais cedo. O mais sensato é baixar esta ansiedade, acompanhar o desenvolvimento da criança, confiar na escola do seu filho e proporcionar um ambiente rico em leitura e escrita, regado com muita paciência e persistência.

No mais é curtir e guardar estas primeiras tentativas de escrita com o mesmo valor dado às primeiras palavras e os primeiros passos.
Leia mais: Pisicosol

Na pré-escola se ensina a ler e escrever?


Alfabetização a princípio significa o domínio da leitura e da escrita, mas esse domínio é na verdade a conclusão de um longo processo. Para que uma criança seja alfabetizada, é preciso que ela passe antes por uma série de etapas em seu desenvolvimento, tornando-se então preparada para a aquisição da leitura e da escrita. Essas etapas compõem a chamada "fase pré-escolar" ou "período preparatório". O processo de alfabetização, é bastante complexo para a criança, por isso a importância de se respeitar o período preparatório, que dará a criança o suporte necessário para que ela prossiga sem apresentar grandes problemas. Uma criança sem o preparo necessário, pode apresentar durante a alfabetização, dificuldades relacionadas à coordenação motora fina e à orientação espacial, não sabendo por exemplo, segurar o lápis com firmeza, unir as letras enquanto escreve, ou como posicionar a escrita no papel. Pode ainda ter problemas para identificar os fonemas e associá-los aos grafemas. Também é possível encontrar crianças que só sabem copiar textos, e durante um ditado, não conseguem escrever. Podemos falar também sobre as dificuldades de interpretação de texto, de compreensão, de raciocínio lógico e ainda nas dificuldades emocionais. Complexos de inferioridade, insegurança, medo de situações novas, medo de ser repreendida, medo de errar, de não corresponder às expectativas dos pais, apatia, indiferença ou indisciplina e revolta, problemas de socialização, baixa auto-estima, e outros. O período propício para a alfabetização é entre os 6 ou 7 anos.

O processo de alfabetização pode chegar à 2 anos dependendo da maturidade, do preparo, do ritmo da criança e do quanto foi estimulada. Este é o período adequado para que a criança tenha completo domínio da leitura e da escrita, havendo a necessidade daí por diante do aperfeiçoamento da ortografia, da gramática e a estimulação constante da compreensão, interpretação e produção de textos. Além de tudo isso, uma boa alimentação, boa saúde, tempo de sono respeitado com horários regulares e um ambiente de tranquilidade, segurança e amor entre a família, intergração entre a família e a escola, facilitam muito a superação do período de alfabetização com bastante êxito.

Falando agora do período preparatório, precisamos levar em consideração que para ser alfabetizada, uma criança precisa antes de tudo ter uma auto-estima elevada, precisa estar bem emocionalmente, ter segurança e auto-confiança, para poder enfrentar as dificuldades que o processo de alfabetização irão lhe impor. Além disso, a criança precisa apresentar características de socialização.

Seja qual for o seu temperamento, ela deve saber se portar em grupo, respeitar as pessoas, saber quais são seus limites, ter disciplina, estabelecer boa comunicação, ir aos poucos adquirindo independência e responsabilidade, saber ganhar e saber perder, ter boas maneiras, etc. Depois disso, a criança deve apresentar um bom desenvolvimento motor e dominância lateral definida. Isso significa que ela deve brincar muito, exercitar-se através de jogos e brincadeiras que estimulem as percepções sensoriais (gustativa, olfativa, visual, tátil e auditiva). Deve dominar seus movimentos corporais com habilidade e segurança, deve conhecer seu corpo, seus limites, ter postura, equilíbrio, reflexos e raciocínio lógico bem desenvolvidos. Por isso a importância das, brincadeiras de rua, de jogar bola, andar de bicicleta. rolar na grama, brincar com areia, nadar, correr, pular, etc.

Muitas pré-escolas se preocupam somente com a alfabetização da criança, mas é muito importante que a pré-escola se preocupe primeiramente com o desenvolvimento do período preparatório.

A escola não deve pular as etapas do desenvolvimento, isso é extremamente prejudicial e trará consequências futuras para a criança, nas áreas pedagógica, emocional ou social. Para ser alfabetizada, uma criança precisa estar madura em todos os sentidos, pois o processo de alfabetização apresenta novas etapas, e a criança deve estar preparada para vencê-las. É importante ressaltar que pré-escola não é um “depósito de crianças”, onde as crianças ficam para que os pais possam trabalhar. A pré-escola tem um papel importantíssimo no preparo da criança para a alfabetização e deve cumprir este papel com competência. É o início da formação da criança, é onde ela vai ter o primeiro contato com o processo de aprendizagem, que será a base para todos os anos de escola que ela terá no futuro. Esse contato deverá ser agradável e prazeroso, para que não gere traumas futuros. No período preparatório, a família e a escola devem caminhar juntas, auxiliando uma à outra mutuamente.

A família deve estimular a criança, ajudá-la com as tarefas, participar das reuniões, estar em contato com os professores, interessar-se pela vida escolar da criança.

É importante lembrar que a pré-escola é o começo da longa caminhada escolar de seus filhos, por isso, deve ser um bom começo, que proporcione alegria e satisfação para a criança, afinal... “a primeira professora a gente nunca esquece.”

Fonte: Guia do bebê